7.12.09

Sobre a possibilidade...


Viver muitas vezes dói... mas viver dá prazer, viver desperta desejos e anseios, viver ainda é A opção.
Antes de mim não lembro de mais ninguém dizer que viver dói, mas é possível que minha expressão não seja inédita, mas o que ela significa é uma singularidade que será sempre inédita do meu ponto de vista.
Mas não quero falar da dor de viver, mas das possibilidades que isso oferece: é só vivendo que podemos aprender aquela receita nova que na revista sempre parece mais legal, mas que com “nosso toque” virará assunto na próxima roda de conversas; vivendo podemos rir novamente quando o Kiko diz “mamãe querida, meu coração por ti bate como um caroço de abacate”; é vivendo que descobrimos que nossos sonhos são mais caros do que podemos pagar, mas que isso não os fazem deixar de ser menos legais de sonhar; vivendo podemos ouvir de um amigo que mesmo sendo chato, seremos sempre amigos; vivendo agente pode ser atropelado e ficar puto mais porque rasgou o jeans novo que pelo atropelamento em si, mas depois percebe que continuamos com a possibilidade de comprar um jeans novo.

Percebo a urgência da morte, a Ana diz até que a morte é a apoteose da vida, mas é na vida que as possibilidades se abrigam. Então... vou viver...

P.S. Não estou dizendo que morrer não é uma possibilidade ou que é fácil viver... na verdade viver é o contrário da facilidade!

Sobre os que decidem... e os que escutam...

Nossos governos estão todos reunidos nestes dias na península da Dinamarca! Em um pequeno país do norte europeu (bem pequeno, menor que a ilha do Marajó) o futuro de 7 bilhões é posto nas mesas de discussões. Tudo parece bem, mas porque eu acho isso absurdo e escandaloso???
Acho que todos nós, os 7 bilhões, temos que fazer escolhas individuais para salvar nossos planeta. Nossas democracias ainda não nos fazem partícipes das decisões de nossos governos. Estou discrente sobre o fim que teremos e a importância desta conferencia...

6.12.09

Porque a vida é bem mais que um resumo...


sempre penso na minha vida como um resumo, mesmo se muito passou, não obstante todas as histórias, para além de tudo, me vem à cabeça somente o resumo. E isso é estranho porque minha natureza é prolixa; não sou um afeito às simplificações, apto aos curtas, não sou de resumos.

No resumo as coisas não parecem chatas, as coisas ruins são só ruins, mas não chatas e as boas, são ótimas nos resumos, pois na integra mesmo as coisas boas passaram antes pela monotonia de vida como ela é.

Mostro as coisas em resumo principalmente para me convencer que elas foram rápidas, principalmente as dores, que foram rápidas e que deixaram só as marcas. Mostrar a vida sempre em resumo oferece um risco absurdo, o risco de parecer, ou fazer parecer, tudo demasiado banal. E no fim das contas a vida, de uma bactéria que seja, é tudo menos banal.

Estou cá a pensar em todos os resumos de minha existência: resumo meus amigos àqueles que estão próximos ou com quem mantenho contato periódico, e essa minimização não é mais que absurda, visto que tantos passaram e passaram pela minha existência; resumo minhas habilidades a ler, escrever e falar, nada mais distante da realidade: quem faz um brigadeiro de panela como o meu? Quantas pessoas conseguem fazer carne moída junto com soja desidrata como eu faço? E o que dizer de minha capacidade com relação os mistos quentes?

A vida definitivamente não pode ser encarada de forma resumida, mesmo com as chatices, ela tem que ser encarada na integra...


Esse é meu propósito só por hoje...

19.9.09

Sobre diferenças...



A vida, mesmo que essa idéia por vezes não nos signifique mais ou menos, é feita de diversidades. É fato, a diversidade acaba por tornar mais variada, e por isso interessante, nossas relações e existências. Sempre que falamos nas diversidade que compõem a existência, nos afloram mais as idéias de raça, religião, política. A diversidade não deveria incomodar; ter-se, entre amigos e amores, a pluralidade deveria ser auspicioso. Mas e quando você morreria para defender suas idéias, e elas são o oposto inconciliável à idéia de outrem, sejam amigos e amores?

Parecendo fatalista, eu sempre me ponho esta pergunta, esta questão. Há quem eu ame, mas, se em guerra – mais fatalista ainda, tivéssemos que defender nossas idéias, ou se nossas idéias de visão de mundo, ao fim desta guerra tivesses que prevalecer, certamente eu estaria em trincheiras diferentes e apontaria minha arma para este amor, amado e diferente.


6.9.09

Sobre justiça e generosidade...

Até bem pouco tempo eu entendia generosidade, se não como sinônimo, como conseqüência da justiça. Talvez justiça seja uma palavra grossa! O fato é que jamais percebi generosidade e justiça como antagônicas, ou mesmo distanciadas. Nada mais normal que encontrar Justiça nos generosos ou generosidade nos justos. Mas não é assim; os justos, quase sempre, abdicam da generosidade por acha-la demasiada na medida da justiça. Já os generosos simplesmente se esquecem de serem justos.

No fim, mesmo se ainda estou distante dele, eu prefiro a Justiça. Prefiro ser surrado pelo egoísmo mesquinho altrui que agraciado com a injustiça.

Entendo a justiça como sento necessidade de todos e dever da maioria; já a generosidade basta ao generoso consciente de sua bondade. A generosidade serve para cobrar, para dizer que se tem e que se dá; a justiça é base do ser. não tenho justiça, sou justo!

Tenho convivido com muitas pessoas generosas, e mais ainda percebo o quanto elas, em suas torres de marfim, olham para o mundo como uma seara necessitada de mais generosidade. Ao pomposo generoso, pois o generoso não muito justo é sempre pomposo e dado às ribaltas, a justiça se confunde com seu gesto. Parece-lhes que sua paga deve ser justa, que justo é seu ato.