3.1.10

Sobre casualidades...



Viver é uma casualidade, viver não passa de uma possibilidade que de alguma forma nos foi dada, uma hipótese... Quando pensei na frase que escrevi acima ela me havia parecido singular e inteligente... mas depois levou-me à reflexão que ora vos deixo nota... A frase não é singular e, mesmo não sendo de todo, é idiota... para ser possibilidade, hipótese, a vida teria que ter sido escolha, digo a vida nos primórdios... hoje escolher viver é uma possibilidade dentre outro, morrer! Não há uma pluralidade de escolhas, temos duas que se excluem... (na verdade acho que a morte exclui a vida e não o contrário). Eu disse outra vez que viver é pena, viver é dor... mas digo que a pena e a dor sim, são possibilidades (com toda a pluralidade possível) dentro da miríade de viver... há a hipótese de felicidade, de realização, de amor, de casamento, de doença, de longevidade... viver comporta em si muitas hipóteses... mas a questão, the point, é que a maioria não é escolha consciente...

* a tirinha é do blog um sábado qualquer (http://www.umsabadoqualquer.com)

2.1.10

Sobre vitórias...

Vencer faz bem! Alguém duvida disso? Cabe lembrar contudo que para minhas vitórias outros, em alguma medida, têm que perder... essa é não é uma das férreas leis que regem nosso mundo, há quem ganhe sem perda a outrém causar. Mas ganhar sem infligir derrota é arte, e os que dominam esta arte são chamados timidamente de sábios.

Eu preciso vencer e devo confessar que não me importo muito se alguns terão de ser derrotados, mas meu principal objetivo não é derrotar ninguém, meu objetivo é a vitória!

É possível vencer sem derrotar? Em que medida isso é uma possibilidade ou uma desculpa?

às vitórias... tin tin...

Sobre mais inícios...


E lá se foram dois dias deste novo ano... dias que não os lamento, mas que me fazem pensar em todos os desejos de recomeço. Perdi dois dias para recomeçar ou tenho mais 363 dias pra recomeçar?

Não importa, importa ter objetivos e eu os tenho:

Ir pra São Paulo e encontrar um emprego, em uma escola (ou em uma editora, ou escrevendo, ou dando aulas de italiano, ou vendendo - sou péssimo em vender coisas) ou museu;

Fazer doutorado na USP no fim do ano (em literatura italiana ou algo assim);

Pagar plano de saúde pra minha mãe;

Namorar alguém que me queira namorar (namorar quer dizer namorar, sair junto, apresentar-se como pessoas que tem um compromisso uma com a outra);

Desfazer um mal cometido (na verdade isso é impossível, mas salvar uma amizade quem sabe);

Escrever.....

31.12.09

Sobre perspectivas...

Estamos em 2010... 2009 é só passado e no passado há de ficar... nos resta, ou me resta, a perspectiva de um ano Novo melhor, pois sempre há de ser melhor...

Em 2010:

Quero querer o possível, mas ter o coração aberto para o impossível;

Desejo o bem a todos os meus amores, mas vou trabalhar para o meu bem;

Farei mais que em 2009, mas sem frustração se parecer menos;

Quero desafios na minha medida, mas engenhosidade para diminuir desafios que pareçam muito grandes;

Quero rir muito, mas ter força e ombros pra chorar todas as vezes que for necessário;

Quero mais amor, mais amizade, mas só serve acompanhada de tolerância e verdade;

Quero reconciliação e a quero incondicional;

Desejo um emprego, salário adequado, cidade nova, menos calor e 10 kg a menos...

Quero, desejo... e haveremos de conseguir...

Pasta al buon sugo

(o nome eu inventei e a tradução deve ser literal)
Receita para mais de uma pessoa e menos de cinco (mais isso sempre depende)

Sugo, vulgo molho

* 10 tomates bem maduros, daqueles vermelhos que parecem com raiva (de qualquer forma tenta não usar aquele tomate que parece maçã, usa os compridos)
* 02 dentes de alho (bem grandes e que não deverão ser amassados em qualquer hipótese, nem mesmo se adorares gosto de alho ou se tua casa estiver sendo ataca por mortos vivos)
* Azeite extra virgem de oliva que cubra os dentes de alho na panela
* Sal (o sal é o vilão de qualquer receita, o vilão em absoluto, ele significa o túnel sem volta, depois de errar com ele tudo será só formas de remendar, de amenizar o erro, mas é fato: sem ele fica sem graça).
* Folhas de manjericão fresco que não devem ser lavados (esse molho só presta se tiver bastante manjericão, então se quem for comer não for afeito ao paraíso que o manjericão porta consigo, melhor fazer outra coisa)
* Parmigiano
* Um pacote de Pasta (500g) – comprar a massa favorita em um supermercado e só ficar atento para que seja grano duro e para que cozinhe o tempo descrito na embalagem ou 1 min a menos, jamais a mais.

Como se faz

Pegue uma panela na qual você confia, toda a massa deverá cozinhar em abundante água e que se for espaguete, ele não será quebrado. Leve ao fogo e espere ferver...
Enquanto isso, em uma frigideira alta, leve o azeite para aquecer com os dois dentes de alho, que por nada nesta vida serão esmagados. Quando estiver quente ponha os tomates que já foram cortados em pedaços bem pequenos e sem aquela parte que os ligam ao talo e logo o sal (mas lembre que ele é o vilão, necessário, mas sempre o vilão). Depois que levantar fervura esmague os tomates usando algum dos seus utensílios de cozinha, ainda em fogo médios, se tiver espremedor de batatas, fica melhor ainda pois dá pra tirar quase toda a pele... lembre, por caridade, de não esmagar o alho, que a essa hora já deveria até mesmo ter sido tirado e jogado fora.
Assim que a água estiver fervendo ponha sal e logo em seguida a massa e observe para que cozinhe só o necessário para ficar al dente. Desligue o fogo do molho assim que perceber que ele esta apurado e espere que a pasta fique cozida. Junte os dois e no fim ponha as folhas de manjericão e um bom e generoso de parmigiano ralado por cima. Sirva quente com um vinho tinto bom e barato, pois esse é um prato simples e se intimidaria com um bordeaux, mas se ofenderia diante de vinho doce escroto.

Buon appetito