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20.4.10

Sobre uma forma de amar...



Te amo!


Te amo com dor, te amo assim, com pronome ante do verbo e no início da frase, pois te amar não é certo.

Te amo como quem ama respirar, por que disso depende pra viver.

Te amo bem humanamente, sem nada de divino ou sobre-natural, te amo egoíticamente e não saberia dizer: "por que te amo te deixo ir"; definitivamente não, te amo como parte de mim.
Te amo com dor, com calor, com lágrimas e horror, com drama, sem rimas, doentiamente, superlativamente.

Te amo mais que a mim mesmo, e por isso, DOR.

Te amo, mas não te quero amar, te amo sem controle, sem pudores, de dando meu corpo, minha alma, se tivesse uma, seria tua, como tua é já toda a minha vontade.

Te amo ao desespero.

O pior do amor que sinto por ti e minha consciência do quão fora de controle ele o é.
O pior poderia ser a dor de saber não ser correspondido, mas como eu disse, sou louco e grito a insensata bravata do "eu amo por nós dois".

Tu és mina dor, e por isso, meu amor.