7.12.09
Sobre os que decidem... e os que escutam...
Acho que todos nós, os 7 bilhões, temos que fazer escolhas individuais para salvar nossos planeta. Nossas democracias ainda não nos fazem partícipes das decisões de nossos governos. Estou discrente sobre o fim que teremos e a importância desta conferencia...
6.12.09
Porque a vida é bem mais que um resumo...
sempre penso na minha vida como um resumo, mesmo se muito passou, não obstante todas as histórias, para além de tudo, me vem à cabeça somente o resumo. E isso é estranho porque minha natureza é prolixa; não sou um afeito às simplificações, apto aos curtas, não sou de resumos.
No resumo as coisas não parecem chatas, as coisas ruins são só ruins, mas não chatas e as boas, são ótimas nos resumos, pois na integra mesmo as coisas boas passaram antes pela monotonia de vida como ela é.
Mostro as coisas em resumo principalmente para me convencer que elas foram rápidas, principalmente as dores, que foram rápidas e que deixaram só as marcas. Mostrar a vida sempre em resumo oferece um risco absurdo, o risco de parecer, ou fazer parecer, tudo demasiado banal. E no fim das contas a vida, de uma bactéria que seja, é tudo menos banal.
Estou cá a pensar em todos os resumos de minha existência: resumo meus amigos àqueles que estão próximos ou com quem mantenho contato periódico, e essa minimização não é mais que absurda, visto que tantos passaram e passaram pela minha existência; resumo minhas habilidades a ler, escrever e falar, nada mais distante da realidade: quem faz um brigadeiro de panela como o meu? Quantas pessoas conseguem fazer carne moída junto com soja desidrata como eu faço? E o que dizer de minha capacidade com relação os mistos quentes?
A vida definitivamente não pode ser encarada de forma resumida, mesmo com as chatices, ela tem que ser encarada na integra...
Esse é meu propósito só por hoje...
19.9.09
Sobre diferenças...
A vida, mesmo que essa idéia por vezes não nos signifique mais ou menos, é feita de diversidades. É fato, a diversidade acaba por tornar mais variada, e por isso interessante, nossas relações e existências. Sempre que falamos nas diversidade que compõem a existência, nos afloram mais as idéias de raça, religião, política. A diversidade não deveria incomodar; ter-se, entre amigos e amores, a pluralidade deveria ser auspicioso. Mas e quando você morreria para defender suas idéias, e elas são o oposto inconciliável à idéia de outrem, sejam amigos e amores?
Parecendo fatalista, eu sempre me ponho esta pergunta, esta questão. Há quem eu ame, mas, se em guerra – mais fatalista ainda, tivéssemos que defender nossas idéias, ou se nossas idéias de visão de mundo, ao fim desta guerra tivesses que prevalecer, certamente eu estaria em trincheiras diferentes e apontaria minha arma para este amor, amado e diferente.
6.9.09
Sobre justiça e generosidade...
No fim, mesmo se ainda estou distante dele, eu prefiro a Justiça. Prefiro ser surrado pelo egoísmo mesquinho altrui que agraciado com a injustiça.
Entendo a justiça como sento necessidade de todos e dever da maioria; já a generosidade basta ao generoso consciente de sua bondade. A generosidade serve para cobrar, para dizer que se tem e que se dá; a justiça é base do ser. não tenho justiça, sou justo!
Tenho convivido com muitas pessoas generosas, e mais ainda percebo o quanto elas, em suas torres de marfim, olham para o mundo como uma seara necessitada de mais generosidade. Ao pomposo generoso, pois o generoso não muito justo é sempre pomposo e dado às ribaltas, a justiça se confunde com seu gesto. Parece-lhes que sua paga deve ser justa, que justo é seu ato.
19.6.09
Coisas que acontecem...

A última aula de italiano que dei foi muito divertida, falamos sobre a importância do palavrão e de qual destas palavras-sentimentos melhor traduz uma ou outra situação. Uma das alunas disse que "caralho" é o melhor palavrão; pode ser do bem ou do mal. Segundo ela "caralho" pode concluir uma situação chata, como pode valorizar uma atitude.
- Fulano é do caralho! Na maioria das vezes que dizer que ele é "O Cara".
- Mas que caralho! Pode ser usada tanto como exclamação como de forma interrogativa.
Houve quem dissesse que "puta que O pariu" pode assumir o lugar do caralho. Chegamos ao consenso de que Porra é "meia raiva" ou "meio" de qualquer coisa. Pois porra nenhuma é um palavrão quase café-com-leite, só não é mais café-com-leite que Merda.
Eu, o professor, o que deveria mediar esta discussão, sou um adepto do foda-se. Ir para o foda-se, ligar o foda-se... diante de uma situação dizer, com ou sem raiva, FODA-SE; para este que escreve, significa a liberdade total. Nada mais pode acontecer que me tire do sério. O foda-se pra mim é o início da resiliência.
O papo depois foi ficando escatológico por demais e descobrimos o significado real da palavra "sexo limpo". Mas esta é outra estória.
E vocês podem pensar sobre "que raio de aula de italiano é essa". Allora, tutte queste parolacce ci sono anche in italiano ed io gli ho tradotte. Cazzo, porca puttana, merda e va fan culo sono delle virgole in italiano...
Ciao... cerchiamo tutti di essere resiliente al massimo.